Publicado por: ebeneser | dezembro 20, 2011

MISHA E JESUS

 

Em 1994 dois Americanos foram convidados pelo Departamento de Educação da Rússia a ensinarem ética e moralidade (baseado em princípios da Bíblia) em instituições públicas. Em plena época de Natal, num orfanato eles encontraram 100 meninos e meninas que haviam sido abandonados ou abusados pelos parentes ou responsáveis. Os homens contaram a seguinte história:

“Foi no final do ano e na época para as crianças ouvirem a mensagem tradicional de Natal. Contamos para eles sobre Maria e José chegando em Belém. Não achando lugar na Hospedaria eles foram ao estábulo ondeJesus foi colocado numa manjedoura.

Durante a história as crianças ficaram maravilhadas. Ficaram ligadas em cada detalhe.

Terminamos a história e demos às crianças pedaços de papelão e tecido para cada uma fazer uma manjedoura. Eu comecei a olhar os trabalhos delas e cheguei à mesa do pequeno Misha. Ele tinha 6 anos e já tinha terminado seu projeto. Quando olhei para a manjedoura dele eu vi não um, mas dois nenês deitados.

Eu chamei o tradutor e perguntei porque havia dois nenês na manjedoura. Cruzando seus braços, e olhando a sua manjedoura Misha começou a repetir a história. Por uma criança tão pequena, que ouviu a história pela primeira vez, ele contou tudo muito bem, até que chegou à parte onde Maria deitou o bebê Jesus na manjedoura. Daí ele começou a acrescentar alguns detalhes. Ele disse “Quando Maria deitou o neném na manjedoura, Jesus olhou para mim e me perguntou se eu tinha um lugar para ficar. Eu disse a ele ‘eu não tenho papai ou mamãe, então não tenho onde ficar’. Daí, Jesus disse que eu poderia ficar com ele. Mas, eu disse a ele que eu não poderia porque eu não tinha um presente para ele como todos os outros. Mas, eu queria ficar tanto com Jesus. Então eu tentei pensar em alguma coisa que eu poderia dar a ele como presente. Eu pensei que se eu pudesse aquecê-lo que isto poderia ser um presente. Então, eu perguntei a Jesus ‘Se eu posso aquecer você, isto serviria para um presente?’ E Jesus me disse ‘Se você me aquecer, isto vai ser o melhor presente que alguém jamais me deu.’ Então eu deitei na manjedoura e Jesus olhou para mim e ele me disse que eu poderia ficar com ele – para sempre.”

Quando o pequeno Misha terminou sua história, seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ele deitou sua cabeça na mesa e chorou. O pequeno órfão havia encontrado alguém que nunca abandonaria ele ou abusaria ele, alguém que ficaria com ele – para sempre.

Dennis Downing

Publicado por: ebeneser | outubro 24, 2011

Igreja

‎”A igreja é composta de pessoas que, ao entrarem no templo, deixam para trás o rótulo ou a designação pela qual as pessoas da rua as conhecem. Uma igreja não pode jamais ser reduzida a um lugar onde se transacionam bens e serviços. Jamais deve ser um lugar onde as pessoas são rotuladas. Não pode ser um local de fofoca. Antes de qualquer outra coisa, a igreja é um lugar onde as pessoas têm nome e são saudadas, implícita ou explicitamente, no nome de Jesus. É um lugar que dá dignidade às pessoas”.

Eugene Peterson

Publicado por: ebeneser | outubro 10, 2011

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)

Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna.

http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

Publicado por: ebeneser | setembro 16, 2011

Allah, Meu Bom Allah!

Allah, meu bom Allah!
Em cujo jardim
Frutas e virgens, dizem,
não irão faltar!
Oxalá, que como tantos outros e outras,
excluído não seja eu de lá.
Allah, meu bom Allah!
Pra chegar no teu jardim
Alguns daqui
matado tem,
morrido, também,
explodido a si mesmo
e a outros mandado para o além.
Allah, meu bom Allah!
Porque para em teu jardim entrar
tem que defunto se tornar?
Porque nele cerveja e vinho,
nem pensar?
Allah, meu bom Allah!
Permita que eu, em vida
possa teu jardim visitar
e nos seus prazeres deliciar-me.
Suspiros, nele quero escutar.
Respiração, ofegante encontrar,
Olhar deslumbrante, presenciar
Silêncio falante, observar.
Allah, meu bom Allah!
Em teu jardim ouvir quero…
…a “risada mais gostosa”,
…beijar a boca mais saborosa,
…cruzar os pés,
…as mãos, apalpar,
…o mar, admirar,
…a lua, perceber e
os corpos amalgamar.
Allah, meu bom Allah!
Por teu jardim,
suspiro eu, em corpo,
visitar.

Maruilson Souza, PhD

Publicado por: ebeneser | setembro 9, 2011

Todo Sentimento

Publicado por: ebeneser | agosto 4, 2011

Te desejo

Publicado por: ebeneser | maio 25, 2011

Open your eyes

Publicado por: ebeneser | maio 18, 2011

Falando de sonhos….

Publicado por: ebeneser | abril 4, 2011

Boa Notícia

“Todo mundo tem dentro de si

um fragmento de boas notícias.

A boa notícia é que você não sabe

quão extraordinário você pode ser!

O quanto você pode amar!

O que você pode executar!

E qual é o seu potencial!”

Anne Frank

Publicado por: ebeneser | março 17, 2011

Quando a gente ama…

Publicado por: ebeneser | março 17, 2011

Mel do Sol

Publicado por: ebeneser | fevereiro 26, 2011

Frase do Dia

“Pouca fé bastará para levar-nos ao céu,

mas uma grande fé trará o céu até nós”.

C. H. Spurgeon

Publicado por: ebeneser | fevereiro 11, 2011

Frase do Dia

“Jamais encontrei companheiro que me fosse mais companheiro que a solidão.”

 Henry David Thoreau

Publicado por: ebeneser | fevereiro 1, 2011

Frase do Dia

“Um fato maravilhoso que merece reflexão é o de que toda criatura humana constitui profundo enigma e um mistério para todas as outras”.

Charles Dickens, em A Tale of Two Cities.

Publicado por: ebeneser | janeiro 28, 2011

Frase do Dia

“Nenhum afogado pode saber qual a gota de água que fez a sua respiração parar”.

Sir Charles Ledley

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