“Jamais encontrei companheiro que me fosse mais companheiro que a solidão.”
Henry David Thoreau
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“Um fato maravilhoso que merece reflexão é o de que toda criatura humana constitui profundo enigma e um mistério para todas as outras”.
Charles Dickens, em A Tale of Two Cities.
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Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
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Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem. Teve um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. “A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher”, pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo. Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baxinho um “bom dia”, sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida.
Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou. Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, “detalhes tão pequenos de nós dois… “Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada. No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.
Terminado o “almoço”, escovou os dentes e voltou à sua mesa. “A vida continua”, pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso? Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus. Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio. Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar… a dor foi aumentando… o carro desapareceu… os outros carros também… Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando. Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto… queria… queria… mas não deu tempo.
(Autor Desconhecido)
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“(…) a saudade é um revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”.
Chico Buarque, em Pedaço de Mim, 1978.
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“Tem tanta gente que está amarrada ao passado ou quer tanto construir o futuro que não consegue, de jeito algum, enxergar o hoje. É difícil priorizar o presente sem perder de vista o amanhã e, se possível, deixar o passado de lado”.
Jonas Bloch
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Acima da capacidade intelectual e profissional, está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta.
Ter a humildade em admitir o próprio erro, mesmo que isto represente situação adversa, é digno e nos aproxima das outras pessoas. O segredo do sucesso, começa por ser querido pelas pessoas.
A chance de se obter sucesso é inversamente proporcional ao número de inimigos que você cria.
Ter autoconfiança, sim. Ser arrogante, JAMAIS. Não confunda arrogância com coragem, ousadia liderança ou segurança.
Os arrogantes colecionam fracassos (nem sempre financeiros), mas todos sempre são justificados e cada justificativa incabível, gera outro fracasso e o ciclo nunca é interrompido.
O arrogante tem características facilmente notadas:
-Jamais se considera arrogante. Em sua opinião, ele apenas defende suas posições e princípios.
-Quando fracassa, a culpa é dos outros ou a sorte não o acompanhou .
-Cobiça o sucesso dos outros, mas é claro que não assume isso, “afinal ele é a personificação do sucesso”.
E se esse sucesso pertece à alguém próximo, isso o incomoda profundamente a ponto de lhe fazer mal.
-Nunca elogia ou enaltece a conquista dos outros. Sempre encontra um defeito ou desmerece tal conquista.
-Quando “reconhece” um erro, o que é muito raro, justifica-o mentindo ou omitindo detalhes.
-Exige ser ouvido, mas não dá ouvidos à ninguém.
-Quando solicita opinião, é apenas um meio de autoafirmação. Seu desejo é ser aprovado, caso contrário desconsidera a opinião dada.
-Humilha e destrata quem o desagrada ou tem opinião diferente da sua.
-É um verdadeiro especialista em dizer frases infelizes.
-Acha que tem controle sobre tudo, inclusive sobre as pessoas.
-Tem solução para os problemas alheios, mas jamais consegue resolver os seus.
-A sua palavra obrigatoriamente prevalece sobre qualquer outra.
-Sempre enaltece suas supostas qualidades.
-No auge de sua falsa modéstia, diz que seu maior “defeito” é ser perfeccionista.
-Critica à todos, porém desconhece o que seja autocrítica.
-É egoísta, mas exige solidariedade das pessoas.
-É mentiroso e acredita na própria mentira.
-Não é respeitado e sim, temido.
-Dificilmente agradece por um favor recebido, pois jamais reconhece que o recebeu.
-Se considera o melhor amigo, o melhor conselheiro, o melhor filho, o melhor pai, o melhor marido, o melhor amante, o melhor profissional, o melhor sujeito e por isso raramente muda de atitude.
-Passa a vida pensando que é querido por todos, quando na verdade é odiado por muitos.
-Muitas vezes, tem uma vida infeliz ou medíocre, se achando a pessoa mais feliz do mundo.
-O arrogante termina a vida se arrependendo tarde demais por tudo o que causou aos outros e à si mesmo.
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O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem.
—Rubem Alves, 2002
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Charles Spurgeon
NOTA: Nasceu em 1834 e morreu em 1892. São mais de 100 anos, mas ainda é tão atual…
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“O que somos e as nossas motivações dizem mais sobre a nossa “espiritualidade” do que alguma prática religiosa revestida de misticismo”.
Harold Segura C.
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